No fim da minha infância/pré-adolescência foi quando de fato comecei a me interessar mais pela cultura pop. Era muito fã dos Hanson e uma tia insistia em dizer que o Menudo era muito melhor. Na "época dela", anos 80, ser fã era mais legal, as músicas eram mais legais, as roupas, os programas de tv, as coisa tudo era melhor. A questão era o fator euforia+sucesso+pop de determinado momento, não se os Hanson são uma banda e o Menudo um grupo de cantores dançarinos. Tudo bem.
Nasci em 86, porém minha memória dá ênfase ao que vivi nos anos 90: a minha época(chega de aspas). O tempo passou e eu sofri calado certo dia percebi que me tornei uma pessoa que fala a frase prepotente. Acho que comecei isso um pouco antes da metade dos 00's. Metaleira meio indie, por muito tempo fui uma intolerante musical. Detestava o pop, o emo e até mesmo o axé. Pra mim, axé massa era o Tchan e o Terra Samba porque Harmonia do Samba tava na moda e eu achava inferior! Jeito Moleque, Sorriso Maroto e derivados eram todos paias. Bom era Molejo, Art Popular e Raça Negra.
Engraçado que nessa fase roquêra eu nem gostava dessas coisas, mas na minha época era melhor, né? Tinha que ser pedante a troco de nada e foi assim até pouco tempo, quando parei pra prestar atenção na atualidade com o coração mais aberto. Ao longo desse ano o que mais fez essa ideia mudar foi a música. Acho que o cenário pop está tão divertido quanto no fim dos 90 e início dos 00. Cantores e grupos como One Direction, Demi Lovato, Selena Gomez, Iggy Azalea, Rihanna e até mesmo Justin Bieber. Ainda é difícil de admitir que o moleque está num ótimo momento no campo profissional. Torço pra que ele finalmente tome juízo #papodetia. Sem contar que Madonna permanece rainha desde muito antes e sempre a adorei.
Imagino que a maior parte dos adolescentes de hoje estão feito pintos no lixo com tantas opções e sem necessariamente depender de rádio e tv para tal. Agora penso diferente e entendo que cada geração pode e deve desfrutar das coisas boas que seu tempo proporciona, não se privar de aproveitar também o que o futuro prepara e nem o que foi produzido há bastante tempo. Viver de passado não nos permite prosperar.
Vi no blog da Bruna Vieira e como amo música achei massa responder. Desde o fim dos anos 90/início dos anos 00 quando eu não tinha acesso à internet e nem existia YouTube, por exemplo, dependia da tv pra ver clipes, shows e especiais sobre os Hanson. Sim, eu era hansonmaníaca e continuo acompanhando aqueles galegos responsáveis por definir uns 50% do meu caráter musical. Usei e abusei do videocassete da minha casa pra gravar todo conteúdo possível.
Comecei a gostar bastante de música na adolescência e os irmãos mais legais do meu mundo indiretamente fizeram eu me aprofundar no assunto. Claro que sempre fui chegada na coisa. Segundo minha memória não tão eficiente, a primeira admiração musical que tive foi com os Mamonas Assassinas. Acompanhei toda a existência da banda até a tragédia e fiquei um bocado triste. Mas foi com os Hanson que a coisa andou. Conhecendo os favoritos de cada um deles que minha curiosidade despertou pra conhecer suas influências e então comecei a cultivar meu próprio gosto. Coisas antigas e atuais daquela época e algumas eram nada a ver com o estilo deles. Me interessei por derivados e novidades diversas, tanto é que anos depois me tornei metaleira!
Gostava de poder ver o que eu quisesse na hora que dava vontade e por isso a gravação de clipes, shows e afins continuou até o videocassete quebrar e eu ter acesso à internet. Resumindo a breve encheção de linguiça, hoje com 29 anos meu coração é aberto, porém não arreganhado. Ouço de tudo porque não sou surda e o mais importante: não sou chatona radical. Aprecio Cannibal Corpse e Taylor Swift porque nada me impede e ambos me satisfazem. Não foi fácil escolher apenas esses vídeos, mas por eles percebe-se o que basicamente curto.
Acho esse absurdo o máximo e o momento em que o parceiro amoroso de Björk tá lá preocupado lendo seu jornal tornou-se um dos maiores memes da internet:
Aí tudo se resolve com uma bitoca, o gato cresce até ficar do tamanho de um ser humano, eles dançam e vivem felizes pra sempre. Coisas de Spike Jonze.
Se quiser uma explosão de referências dos anos 90 taí um vídeo eficiente. Há todo um contexto sociologicamente crítico na música em si, mas comigo funciona como um mantra. O clipe é divertido e a Kate Pierson do B-52's dançando deixa tudo ainda melhor. Não entendo como tanta gente acha uma grande bosta.
Coisa❤️mais❤️legal❤️do❤️mundô!
Tudo nesse clipe é adorável e a Miss Pig só quis deixar tudo mais emocionante, inclusive se eu fosse uma porcona adoraria ser tipo ela. Toda vez que assisto fico boba alegre.
Depois da espera tensa pela chegada do Mix Master Mike tudo flui tão natural e simplesmente que a ausência de qualquer superprodução só confirma o fato de que a genialidade genuína dos caras basta.
O negócio é mó pastelão idiota, mas marcou época na minha vida e ainda acho que eles não tem a malemolência necessária pra dançar o passinho do lepo lepo.
Todos os clipes da Missy tiram onda porque a bicha é destruidora, só que nesse tem os japoneses do U-Min(lacradores da dança de rua). É a trilha sonora do filme Step Up 2.
É a maior prova de que X-Tina é subestimada. Até hoje acho esse vídeo melhor do que a maioria daquela época e mais incrível do que vários produzidos hoje em dia sem contar a letra que nunca deixa de ser atual.
Isso aí é dar a cara a tapa! Heroínas vítimas do fascismo, comeram o pão que Putin amassou logo após as filmagens desse protesto.
As bochechas rosadas do Taylor me deixava derretidíssima. Sonhava em ter um exemplar daquele jornal na minha coleção de arquivos da banda e dar um rolê de metrô com eles. Ai ai...
Foi massa reassistir todos os clipes enquanto elaborei o post. :)